Junho Amarelo: conscientização sobre a afasia e a importância da atuação fonoaudiológica
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Junho Amarelo: conscientização sobre a afasia e a importância da atuação fonoaudiológica
O mês de junho é dedicado à conscientização sobre a afasia, um distúrbio de linguagem causado por lesão cerebral, geralmente decorrente de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo craniano ou tumores. A condição pode comprometer a capacidade de falar, compreender, ler e escrever, impactando significativamente a comunicação e a qualidade de vida das pessoas afetadas.
A afasia pode se manifestar de diferentes formas. Entre os principais tipos estão a Afasia de Broca, caracterizada por fala lenta e com esforço; a Afasia de Wernicke, marcada pela dificuldade de compreensão; a Afasia Global, considerada a forma mais grave por comprometer amplamente a comunicação; a Afasia Anômica, que dificulta encontrar palavras específicas; a Afasia de Condução, que afeta principalmente a repetição de palavras e frases; e a Afasia Progressiva Primária, associada a doenças neurodegenerativas.
Nesse contexto, o acompanhamento fonoaudiológico é fundamental para a reabilitação e recuperação das habilidades comunicativas. O tratamento é individualizado e desenvolvido de acordo com as necessidades de cada paciente.
Na Afasia de Broca, o trabalho fonoaudiológico envolve exercícios de articulação, repetição de palavras e frases e estratégias para ampliar a fluência da fala. Já na Afasia de Wernicke, são utilizados exercícios de compreensão auditiva, associação de palavras e construção de frases com sentido.
Nos casos de Afasia Global, o foco está na utilização de formas alternativas de comunicação, como gestos, pranchas de comunicação e recursos não verbais. Para pacientes com Afasia Anômica, o tratamento busca fortalecer a nomeação de objetos e desenvolver estratégias para contornar as dificuldades na busca por palavras. Na Afasia de Condução, são realizados exercícios específicos de repetição auditiva e verbal. Já na Afasia Progressiva Primária, a terapia tem como objetivo minimizar ou retardar as perdas comunicativas e preservar a funcionalidade pelo maior tempo possível.
Estudos demonstram que diversos fatores podem influenciar os resultados da terapia, incluindo a idade do paciente, a gravidade da afasia, o tempo entre a lesão e o início do tratamento, o apoio familiar e social e a abordagem terapêutica utilizada. De modo geral, quanto mais precoce for a intervenção, maiores são as possibilidades de evolução.
A afasia está presente em aproximadamente 22,6% a 30% dos casos de AVC, tornando a atuação fonoaudiológica essencial no processo de reabilitação desses pacientes. Além de favorecer a recuperação da comunicação, a terapia contribui para a autonomia, a participação social, a autoestima e a qualidade de vida.
O Junho Amarelo reforça a importância da informação, do acolhimento e da conscientização sobre a afasia. Reconhecer os sinais e buscar atendimento especializado são passos fundamentais para promover inclusão, reabilitação e melhor qualidade de vida para as pessoas que convivem com essa condição.
A informação transforma. A empatia conecta. O respeito inclui.






